São Fco.

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Comentário baseado em FHC



FHC no fantástico defendendo a descriminalização das drogas.

Polícia de São Paulo, cumprindo decisão judicial equivocada, baixou o cacetete nas pessoas que queriam se manifestar no mesmo sentido que ele. Que país, hein?

A Dilma não vai entrar nessa. Que interessante, não? O cara passa oito anos no poder (se reelegeu no primeiro turno as duas vezes) e não toca no assunto desta maneira. Quando entram os outros vem colocar casca de banana... Se o caso do aborto foi aquele retrocesso na eleição passada, imagina a Dilma como a defensora das drogas buscando a reeleição? Vão acusá-la de ser financiada pelas FARC, como sempre fazem e coisa pior.

Minha sugestão ao FHC, se o posicionamento dele não for apenas para buscar os holofotes com uma bandeira simpátiquinha para alguns: já que ele é o líder maior do maior partido de oposição, que arranje um grupo de deputados para levantar este debate no Congresso e, por consequencia, no país inteiro. É um debate necessário.

Minha posição sobre isso é cristalina: sou minimalista penal, logo as drogas têm que ser tratadas de outra forma, não com criminalização e cadeia, assim como outros delitos de menor relevância.

Mas, sem ser ingênuo: as drogas são um problema enorme de saúde pública, ou seja, descriminalizar não deve ser confundido com fazer apologia do seu uso.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Semelhanças e diferenças




Nas fotos acima, dois cidadãos envolvidos com a justiça brasileira.

Um deles, assassino confesso de sua namorada. Crime ocorrido há 11 anos, estava solto até ontem.

O outro, acusado de assassinato de sua namorada, cujo corpo não foi encontrado até agora. Nega o crime, mas está preso desde que os fatos vieram à tona.

Dinheiro ambos têm. Qual será a diferença entre eles que os leva a ter tratamento tão diferenciado?

Nota adicional: que felicidade ver que a súmula 13, aquela das algemas, é cumprida religiosamente em nosso país. (ver fotos do branco da foto acima sendo conduzido à delegacia).

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O que vem de Madrid?



A foto acima é de anteontem. Trata-se de uma manifestação popular na Porta do Sol, em Madrid. O povo está indo para as ruas, manifestar seu descontentamento com as coisas que estão aí.

Movimento que passa ao largo dos partidos políticos, cada vez mais incapazes de servirem de canais de encaminhamentos das necessidades e reivindicações da sociedade, ensimesmados em suas pautas exclusivas de obtenção e manutenção no/do poder.

Com desemprego superando os 20%, os espanhóis não aguentam mais. Vamos acompanhar atentamente o que vai rolar por lá.

DSK e Aécio




O acontecimento desta semana que mais se destacou foi a prisão do chefão do FMI, acusado de tentativa de estupro. Quem poderia imaginar que uma coisa dessas poderia suceder?

Evidentemente não vou aqui prejulgar Strauss-Kahn. Todos são inocentes até sentença condenatória, este é nosso credo. Mas, direito é uma coisa, política é outra. DSK era pré-candidato favorito às eleições em seu país, a França. Se o tempo do direito é lento e precavido, o tempo da política no mundo atual é o da instantaneidade. Ele já não manda mais no FMI e não tem condições de tentar derrotar Sarkozy.

Há aqui uma lição a ser apreendida por quem quer se meter com a vida pública. A mulher de César, além de ser séria, tem que parecer séria, diz o vetusto ditado. O que faz com que DSK seja abatido no tempo da política é a verossimilhança das acusações que agora pesam sobre ele. Choveram relatos de que sempre foi mulherengo e até mesmo violento com mulheres. Aí, meu amigo, bau-bau...

O que ocorreu com DSK me faz lembrar nosso presidenciável tucano, Aécio Neves. Há três semanas pego com carteira vencida e se negando a fazer o bafometro numa blitz no Rio. Basta botar o nome dele no "google imagens" e logo aparecem fotos dele, recorrentemente com diversas mulheres bonitas, não raro em trajes de banho (como na foto acima).

Vejam bem, meu argumento não é moralista, longe de mim. Cada um que tenha sua vida como lhe aprouver. Mas, quem entra na vida pública, tem que saber que há um preço a pagar. A aspiração de Aécio é muito grande para ele continuar levando uma vida de "plaiboy". Se não amadurecer na vida pessoal nos próximos anos, pode suceder-lhe algo como o ocorrido com DSK.

Lembro-me agora do ocorrido com Eliot Spitzer, governador de Nova York, há uns dois anos apenas. Tendo se notabilizado como promotor no combate às redes de prostituição, não aguentou quando veio a publico ser ele um cliente assíduo dos serviços da profissão mais antiga do mundo.

Seu sucessor, no ato de posse, evitou qualquer problema: saiu dizendo para todo mundo ouvir que já traíra sua esposa e já fora traído! Esvaziou quem tentaria liquidá-lo de saída.